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UM SONHO INDECIFRÁVEL...




UM SONHO INDECIFRÁVEL...


No meio da noite, surgiste de repente na minha cama. Usavas uma camisola preta transparente, comprimento à altura de teus joelhos, sem mais nada por baixo. Através dela eu via teus seios firmes, a silhueta de teu corpo, tuas coxas bem torneadas, teu sexo. Pra ter certeza de que não eras uma miragem acariciei de leve teu rosto, depois fui explorando teu corpo, estavas quente, teus olhos brilhavam e me fitavam intensamente, sorrias com doçura, lábios entreabertos, tua boca exalava um hálito quente e perfumado, estremeceste quando sentiste minhas mãos te percorrendo, procurando teus caminhos. Delicadamente tirei tua camisola, te puxei pra perto de mim, minha boca procurou a tua e quando a encontrou nos beijamos apaixonadamente, nossas línguas trocaram caricias infindáveis, teu corpo colado ao meu, o desejo nos dominava por inteiro. Minhas mãos continuaram a explorar teu corpo macio e quente. Beijei teus seios, teus mamilos estavam duros e úmidos, continuei a te lamber feito um gato até chegar ao teu sexo, tuas pernas se abriram e eu me afoguei nele, minha língua penetrava nele com vigor, em dado momento sussurraste: "Não para, não para..." E eu não parei até quando teu corpo se enrijeceu, de tua garganta proveio um gemido rouco, profundo, e então eu senti a seiva que derramavas na minha boca, um líquido morno, com sabor de alfazema, que escorria pelos cantos da minha boca e eu me deliciava com ele.
Então pulei pra cima de ti, joguei todo o peso do meu corpo sobre o teu e te possuí inteirinha em movimentos ritmados e constantes, ininterruptamente, até chegar ao momento sublime do gozo que experimentamos em perfeita sintonia e ambos soltamos simultaneamente um longo gemido, eu beijei tua boca novamente com fome de mais prazer e tu me retribuíste da mesma maneira.
E aí te perguntei baixinho: Estás satisfeita? e tu me respondeste tal qual Messalina: "Cansada, mas não saciada...!!!" E sorriste maliciosamente...
Em seguida adormecemos, ambos nus, corpos entrelaçados e pedimos que o tempo parasse pra que esse momento se tornasse eterno...
Mas o tempo não parou, infelizmente, e quando o dia amanheceu me vi sozinho novamente, e foi quando me dei conta de que tudo havia sido apenas um sonho...
Um sonho indecifrável...

2 comentários:

Maria Inês S. de Oliveira | 7 de fevereiro de 2010 07:03

Encontrastes uma forma leve e ao mesmo intensa de descrever um belo sonho. Como disse o professor Keatings, do filme Sociedade dos Poetas Mortos, "Somente em sonhos pode o homem ser feliz".
Eu creio que a partir do momento em que sonhamos com algo, ele passa a existir em nossa memória afetiva e em nossa vida.

Antonio | 26 de fevereiro de 2010 13:53

Pois é, Maria Inês, pobres de nós se não pudessemos sonhar.
Beijos