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QUANDO VOU ESQUECER-ME DE TI !!!




Quando o sol deixar de nascer todo dia
Pra iluminar e aquecer o mundo

Quando as estrelas deixarem de brilhar
Pra acariciar a alma dos sonhadores

Quando o rio deixar de correr
Pra despenhar nas cachoeiras

Quando a grama deixar de crescer
Pra não mais precisar cortar

Quando a chuva parar de cair
Pra aguar as plantas e hortas

Quando o vento parar de soprar
Pra balançar as folhas das árvores

Quando os pássaros deixarem de cantar
Pra enternecer nossos corações

Quando o mar não tiver mais marés
Pra alternar o encher e o vazar

E, finalmente,

Quando eu não mais tiver forças
Pra teus desejos satisfazer

Então, aí sim,

Quando tudo isso acontecer
Vou esquecer-me de ti

TONY (DOCE MAGO)
06.02.2010

D E S E J O !!!




De todas as mulheres que eu NÃO tive
E que provavelmente jamais terei
Tu és a que tens os lábios mais gostosos
Que eu, infelizmente, jamais beijei

De todas as mulheres que eu NÃO tive
E que provavelmente jamais terei
Tu és a que mais intensamente desejo ter
Junto a mim, por um momento só que seja
Mas sei que isso é apenas um sonho distante

De todas as mulheres que eu NÃO tive
E que provavelmente jamais terei
Tu és a que mais me enfeitiça, me enlouquece
Aquela que não sai do meu pensamento
E, no entanto, sei que jamais serás minha

E me consumo, me perco, prisioneiro de ti
Nesse desejo que por ti sinto
Que me embriaga, por inteiro, feito absinto
E se enrosca em mim, sem perdão, feito serpente...

by CORINGA - 23.04.2007

IMAGINANDO UMA ESPERA !!!








Saio, vou até a varanda.

Nem ao longe vislumbro o teu vulto pela estrada.

Espero por ti com todo o meu corpo em fogo, com os lábios molhados de desejo, com as mãos trêmulas de paixão e o coração cheio de incertezas.

Anoitece lentamente.

Entro, fecho portas e janelas. Não necessito de luz, não preciso ver, pois na minha mente já conheço o barulho dos teus passos tão bem como o cheiro do teu corpo.

No escuro aguardo, ouvidos e narinas atentos...

Só escuto o pio dos pássaros notívagos, o coaxar dos sapos e o rumor da água a correr pelas calhas. Chove lá fora, chove dentro de mim.

O cheiro de mato molhado invade as minhas narinas e nele tento distinguir o cheiro de óleo de amêndoa que sempre encontro misturado ao teu suor.

Tu tardas, ou talvez nem venhas. A razão adverte para que não alimente esperanças, mas o coração teima e o corpo arde.

Quantas vezes as promessas imaginadas foram quebradas?

Olho o relógio e a angústia domina minha razão. Questiono o meu amor que te perdoa sempre. Meu corpo se cala.

Volto à varanda, desespero e eis que de repente vejo o teu vulto a se desenhar, ao longe, na estrada.

Nada mais importa, pois neste momento o pio dos pássaros, o coaxar dos sapos e o rumor da água correndo nas calhas se transformam em uma sinfonia que cala a razão. Só a emoção me envolve.

Teu cheiro já entra pelas minhas narinas, enchendo meus olhos de água e o coração de alegria, arrepiando a minha pele e me fazendo escravo do desejo.

Todo o meu corpo antecipa o calor da tua chegada. E o gozo que se avizinha.


TONY (DOCE MAGO)
Chácara Tietê, 14.11.2009